Palmas, quarta 17 de julho de 2019

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10/06/2011 16h16

gazetaesportiva Guga beija a taça: após o título, ele comemorou com uma bateria improvisada por torcedores brasileiros
Nos 10 anos do tri, Guga vê tênis vivo com Larri e Bellucci e visa RJ-2016

Em 1997, um brasileiro de 20 anos, cabeludo e vestido com uniforme carnavalesco, foi o terceiro jogador da história de Roland Garros a ganhar o título sem jogar como cabeça de chave. Em 2000, provou sua capacidade ao conquistar o bicampeonato e, no dia 10 de junho de 2001, consolidou a posição como um dos melhores tenistas da história ao faturar o tri em Paris. Exatamente 10 anos depois, Gustavo Kuerten pensa nas Olimpíadas do Rio de Janeiro-2016 e vê o tênis nacional vivo com o técnico Larri Passos ao lado de Thomaz Bellucci.

"Ter o nosso melhor treinador ao lado do nosso melhor jogador tem uma representatividade muito grande. É igual àquele momento em que eu e o Larri estávamos jogando os principais torneios", afirmou Guga em entrevista exclusiva à GE.Net, logo após retornar da viagem à França para acompanhar Roland Garros. Das tribunas, ele torceu freneticamente por Bellucci, eliminado pelo local Richard Gasquet na terceira rodada, e rememorou seu último título no Grand Slam do saibro.

No final de 2000, após vencer o norte-americano Andre Agassi na decisão da Masters Cup de Lisboa, Gustavo Kuerten assumiu a liderança do ranking mundial. Ele começou a temporada seguinte em alta ao triunfar em Buenos Aires e Acapulco. Na reta final da preparação para Roland Garros, ganhou o Masters Series de Montecarlo e foi vice em Roma. Como número 1 do mundo e defensor do título, tornou-se o homem a ser batido no Grand Slam francês.
AFP
Após triunfar, Guga desenhou coração na quadra. No dia seguinte, visitou a Basílica de Sacré Cour (Sagrado Coração).
No caminho para o tri, Guga enfrentou rivais como o russo Yevgeny Kafelnikov e o espanhol Juan Carlos Ferrero, dois top 10, mas viveu o momento mais emocionante da carreira contra o desconhecido norte-americano Michael Russel nas oitavas de final, quando usou a raquete para desenhar um coração no saibro após a vitória, gesto repetido na final. Além de recordar o tricampeonato, o brasileiro revelou que está começando a colocar em prática um programa de formação de jogadores, visando às Olimpíadas de 2016.

ROLAND GARROS-2001
Essa conquista é a mais emocionante. No jogo contra o Russel, eu vivi, sem dúvida nenhuma, o momento mais forte da minha carreira em termos emotivos, mesmo sendo uma partida na quarta rodada e contra um rival aparentemente desconhecido [era o 122º do ranking da ATP], algo que não indicava um jogo dos mais difíceis. Depois de salvar um match-point e ganhar, eu saí da quadra com uma sensação de felicidade e de cumplicidade com o tênis quase irreal. Depois daquele drama, saí com a convicção de que ganharia o torneio.9gazetaersportiva)

   

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